sábado, 10 de maio de 2025









Nos anéis sucessivos da manhã,
A cidade vai crescendo,

Como se criada, emergindo

As casas e as ruas e as gentes

Dos limbos hibernantes da noite.

A liberdade, aqui, não é o vento

Acelerado pelas gaivotas,

Nem tão pouco as águas que findas,

Se transformam, no oceano,

Em tempo sem margens.

Apenas as pedras são livres,

Mudas nos redis das suas histórias,

Tempo sem morte, mas idade,

Eloquência sem palavra. 


Nuno Rocha Morais

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