quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Senhor, é já algo que transborda,
Eflúvio de sal ou dor
Que rouba aos gestos a cor
E apaga a corda do riso.

Senhor, eu sou tormenta,
Mas também sou barco.
Neste que luta, naquela que rebenta,
Em qual, Senhor, posso ser fraco?


Nuno Rocha Morais

                                     Ilustração de Rasa Sakalaite

Sem comentários:

Enviar um comentário

Dizes: “Oxalá as cerejas fossem como os morangos silvestres”, e o mundo abre-se em dois cachos pendurados na alegria, com os caroços da aten...