sábado, 20 de março de 2021

 


Quando vais a subir a larga avenida

Já a noite a vem descendo,

Longa, tépida, lenta.

A amada espera-te,

Virá de castanho, talvez de verde,

Poderá trazer um lenço negro ao pescoço.

E depois, entre o arvoredo do jardim,

Só os dedos vêem, só o hálito

E os lábios reconhecem.

As mãos da minha amada na face –

Preia-mar, olvido.

 

Nuno Rocha Morais

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