segunda-feira, 29 de setembro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Tenho a
pedra da treva pelo meu lado.
Do poeta
sou somente o gesto abstracto
A que a
palavra só concede o tacto
Do plano
dizer, não mais. Sou poeta vendado.
E apenas
cantarei o que é exacto,
A
superfície fácil do olhado
Que sai do
canto vão, vitrificado,
Deixando
ao poema só mera forma do facto.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
Eu sou
daqui
E não sei senão
ser daqui,
Como os
rios que em oceanos se fundem
E nunca
esquecem o seu rosto inicial:
Leve,
quase alado suspiro de água
Entre inominadas
rochas.
Os rios
retomam sempre
Essa sua infância.
Eu sou
daqui
E não sei senão
ser daqui,
Mas tu não
entendes
O peso que
é, às vezes, ser daqui:
Tu és
filha de cosmopolita néon,
És eco de
outros rios.
Portanto,
não podes entender
O peso que
é, tantas vezes,
O ser português.
Nuno Rocha
Morais
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