Dizes:
“Oxalá as cerejas fossem como os morangos silvestres”,
e o mundo abre-se em dois cachos
pendurados na alegria,
com os caroços da atenção
Dizes dos morangos
como se diria da dor
de os partilhar, selvagens.
Dizes da loucura silvestre
dos lábios percorridos
pelo sumo agreste
da fusão das cores.
Esqueces-te, porém, que as cerejas
terminam o difícil trabalho
de serem felizes
no dia que agora se encerra.
Nuno Rocha Morais
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