domingo, 25 de janeiro de 2015

Concerto







Silêncio na sala delimitada
Rigorosamente pela escuridão –
À luz, apenas a derrogação em cena,
Agora, a música – mão
Aflorando folhagem e súbita
Gestação de anjos e elfos
E de um deus cavo e sombrio.
Agora, há uma razão
Para a estultice de um trocadilho:
Esta é uma sala de desconcertos.
A música traz em si voo
E espaço, espaço que invade o espaço da sala
E com ele foge em todas as direcções.

          Nuno Rocha Morais


Sem comentários:

Enviar um comentário

O poema como um sismógrafo de ilusão, Em cujas palavras vazias de som Se adivinha o coração suspenso. O poema como um arar sem revolver, O l...