sábado, 30 de maio de 2026

O que por ilusão dissemos pertencer-nos

Enleou-se em nós, como canto de sereia,

Induziu-nos a uma espécie de estase

Que confundimos com permanência.

E, no entanto, agora tudo é um passado

Que reconhecemos passado de mão em mão,

Quanto nos pertenceu apenas emprestado,

Algo de outros e que será de outros,

Sem marca alguma de ter sido nosso.

 

Nuno Rocha Morais


 

Sem comentários:

Enviar um comentário

I Poeta – sincinesia da realidade Distorcida pelos espelhos Semeados nas palavras.   II Onde a grafia for mais sinuosa Onde a síncope do olh...