O meu nome?
Ele jaz submerso nos ecos
Destas páginas, deste silêncio.
Nuno Rocha Morais
A distância mudou o ser do objecto
E o eu sabê-lo é agora outro tecto,
Pois que a coisa se diz por outro termo.
No saber há sempre mais um além
Que o ser busca de ciência já enfermo
Mas p´ra ciência o saber nosso é restrito
A nossa ignorância é o próprio infinito.
Nuno Rocha Morais
Que se cansou de esperar
O amor que o poupasse ao sacrifício
E se prepara para sair da cruz,
Só o nosso amor nos defende ainda,
Perante este Cristo das trevas,
Luciferino e vingador,
Pressinto a tua morte, e a minha,
Que se reconhecem e enlaçam
E se aproximam de nós.
Nuno Rocha Morais
Cada vez mais alto,
Cada vez mais fundo,
Carregadas de choro escuro.
E penso: ” Seja o que for,
O fio do choro não o poderá reparar.
Nada devolverá à tua vida
Uma unidade que nunca teve.”
Mas nada te digo:
As palavras são apenas palavras
E sempre alheias
Não é com palavras que sentimos
Que aplacamos o sentir.
Deverás ser tu a dissipar
As tuas tempestades quando exaustas,
Tu a caminhar sobre as tuas águas,
Serenando o seu medo e a sua fúria,
Tu a encontrar o ritmo nítido da tua paz.
Nuno Rocha Morais
O meu nome? Ele jaz submerso nos ecos Destas páginas, deste silêncio. Nuno Rocha Morais