Neste momento exacto,
Se a exactidão é possível no tempo,
Sou um buraco de mim.
Deixa-me acontecer paradamente
Nos meus pequenos sonos de pó,
Nas pequenas redomas da minha solidão.
Não sei se o verão trará lugar para mim
Ou se esse lugar serão os teus braços.
Sou agora um tronco de árvore,
Um silêncio de pé.
Não me peças que disseque o meu olhar,
Se queres fazer algo por mim,
Diz ao dia que não insista mais comigo.
Fechei.
Nuno Rocha Morais