sábado, 29 de agosto de 2026

Vejo o teu peito convulsionado
Por escalas que sobem e descem,

Cada vez mais alto,

Cada vez mais fundo,

Carregadas de choro escuro.

E penso: ” Seja o que for,

O fio do choro não o poderá reparar.

Nada devolverá à tua vida

Uma unidade que nunca teve.”

Mas nada te digo:

As palavras são apenas palavras

E sempre alheias

Não é com palavras que sentimos

Que aplacamos o sentir. 

Deverás ser tu a dissipar

As tuas tempestades quando exaustas,

Tu a caminhar sobre as tuas águas,

Serenando o seu medo e a sua fúria,

Tu a encontrar o ritmo nítido da tua paz. 


Nuno Rocha Morais



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Vejo o teu peito convulsionado Por escalas que sobem e descem, Cada vez mais alto, Cada vez mais fundo, Carregadas de choro escuro. E penso:...