sábado, 26 de outubro de 2019











Tenho mais isto e mais aquilo
E não sei quê para fazer.
O feito é fio por fiar.
Com ele ao ombro, ando intranquilo,
Alvo de fogo que é o dever
Que nunca pára de picar.

Mas como tenho que fazer!
Ensarilhado em decidir,
Na encruzilhada do dever
Para que gesto hei-de partir?
Querer fazer é coisa pesada
E à luz do feito não há nada.

As horas descem do seu leito,
Ainda não fiado o feito.

Nuno Rocha Morais

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