sábado, 24 de janeiro de 2015

Os gatos vagueiam pelas horas
Que pousam sobre os telhados dormentes,
São parcelas da noite em movimento,
Formas sussurradas pelo espaço,
Rasteiras, como o amor ou mágoa nevoosa.
Eludentes, nos seus olhos incandesce o vazio.
São como os sonhos –
Aparecem e desvanecem-se,
Movem-se com um quê de verso.



                              Nuno Rocha Morais


Sem comentários:

Enviar um comentário

Eis uma sede súbita de poemas – Sede, não um pião vindo dos astros, Não um raio, divino de vontade. Percorro as sarças de palavras crepuscul...