sábado, 11 de abril de 2026

Vou folheando a memória,
Onde as datas são o eco

Das areias exauridas

Mas jamais mortas.

Releio rumores de mim,

Mas algo se perdeu

Entre os olhos presentes

E as palavras de sentido perdido,

Onde a profundidade é incompreensível:

Ler estas palavras é pedir-lhes silêncio.

Tudo se perdeu, apenas as ondulações

Transbordantes de dor ou alegria

Falam ainda com a mesma voz. 


Nuno Rocha Morais

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