sábado, 21 de março de 2026

O poema como um sismógrafo de ilusão,
Em cujas palavras vazias de som

Se adivinha o coração suspenso.

O poema como um arar sem revolver,

O lugar de ligar luas longínquas,

Lugar de imaginar um coração:

Poema – câmara de caminhos

Desaguando em múltiplas distâncias. 



Nuno Rocha Morais

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