domingo, 21 de setembro de 2025


Ó Natureza, onde o Eu
Encontra irmandades,

Ó Natureza onde a alma

Já não é ponto isolado,

Rodeado por silêncios ignaros,

Ó Natureza, também eu

Recebo a fertilidade que a ti desce,

Vinda dos ventres das estações,

Também eu venço estios e invernias,

Também me desfolho e enfloro.

Sou natureza, ó Natureza,

E dentro da estação que sou

O ciclo das estações. 


Nuno Rocha Morais

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