domingo, 30 de setembro de 2018

O dia despe-se,
Visível é já a pele da noite.
A luz dança com as sombras,
Dancemos também.
Dentro de nós ateiam-se
As cinzas da música,
Que em ritmo e chama
De novo se reúnem.
Dancemos por estas ruas,
Múrmuras, secretas,
Fluindo lentas pela tranquilidade
Que coroa o ocaso.
Dancemos, deixemos
Que os gestos nasçam
E se libertem dos corpos
E se percam na música inaudível
A que pertencem.
Dancemos, somos esperados,
Renascidos, do outro lado da música.


Nuno Rocha Morais

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