sábado, 21 de setembro de 2024


O vento epiléptico

Faz rodopiar a noite,

Os espelhos dormem

E, de ti, nua, emerge a Primavera,

Tal como eu a quero.

Já não há sismos nos alfabetos

Nem violinos rompidos

Que a noite outrora traria.

Desperta em mim a respiração solta

Do sol sobre as praias e prados do Verão,

Dança indiana e doce da luz,

Lenta e tépida,

Tu dormes, acesa.


Nuno Rocha Morais 

Sem comentários:

Enviar um comentário

  Primaveras anónimas, Apostando serenamente nas cores Moldáveis para que cada um Construa o seu próprio florescer. Nuno Rocha Morais